Biografia

Gonçalo Salvado (Lisboa, 19 de Maio de 1967) é um poeta português cuja poesia se centra exclusivamente no erótico e na exaltação do amor sensual. Publicou treze livros de poesia e várias antologias de temática amorosa. Em 2013, foi-lhe atribuído pela União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro o Prémio Sophia de Mello Breyner Andresen pelo conjunto da sua obra poética.



BIOGRAFIA DE GONÇALO SALVADO


Gonçalo Maria Neto dos Santos Forte Salvado nasceu a 19 de Maio de 1967 em Lisboa, onde reside, tendo passado toda a sua infância e juventude em Castelo Branco. Licenciado em Filosofia pela Universidade Católica Portuguesa de Lisboa, tem vindo a afirmar-se como um poeta exclusivo do erótico e do feminino. Publicou treze livros de poesia: Quando, desenhos de Ribeiro Farinha, prefácio de Peter Stilwell, A Mar Arte, Coimbra, 1996; Embriaguez, Sirgo, Castelo Branco, 2001; Iridescências, desenhos de Ambrósio Ferreira, Sirgo, Castelo Branco, 2002. Poemas de Iridescências foram integrados no álbum de serigrafias do gravador e pintor francês Xavier, Encontro ao Luar: Serigrafias de Xavier Poemas de Gonçalo Salvado, uma edição do Centro Português de Serigrafia, Lisboa, 2003; Duplo Esplendor, desenhos de Manuel Cargaleiro, prefácio de Maria João Fernandes, Afrontamento, Porto, 2008. (Este livro foi destacado pelo jornal Diário de Notícias como um dos quatro melhores livros de poesia de 2008.); Entre a Vinha, desenhos de Rico Sequeira, prefácio de Fernando Paulouro, Portugália Editora, Lisboa, 2010. (Este livro foi a última obra de poesia editada pela histórica Portugália Editora antes da sua extinção.); Corpo Todo, fotografias de José Miguel Jacinto, prefácio de Alexandre Franco de Sá, Labirinto, Fafe, 2010; Ardentia, desenhos de Ambrósio Ferreira, prefácios de Fernando Paulouro e de Maria João Fernandes, Editorial Tágide, Dafundo, 2011; Seminal, desenhos de Ambrósio Ferreira, prefácio de Albano Martins, Lua de Marfim, Póvoa de Santa Iria, 2012; Outra Nudez, desenhos de João Cutileiro, prefácio de Maria João Fernandes, design gráfico de Henrique Lagarto, Edições CRL/Escultores de Livros, Évora, 2014; Voluptuário, desenhos de João Cutileiro, prefácios de Sousa Dias e de Maria João Fernandes, design gráfico de Henrique Lagarto, Edições CRL/Escultores de Livros, Évora, 2015; Cântico dos Cânticos, desenhos de João Cutileiro, prefácio de Maria João Fernandes, grafismos caligráficos de Ambrósio Ferreira, RVJ Editores, Castelo Branco, 2016. Edição Bilingue Português/Hebraico. Tradução para o hebraico de Francisco A. B. Costa Reis com revisão do texto por Yotvat Gluk; Rubá’iyat Poemas do Amor e do Vinho 77 poemas para ler e degustar, desenhos de José Rodrigues, prefácio de Maria João Fernandes, Quinta dos Termos/ A 23 Edições/ Fundação José Rodrigues, Lisboa, 2017. (O primeiro livro/garrafa editado em Portugal).

Como antologiador publicou, em 1999, a transcriação Camões Amor Somente, desenhos de Ambrósio Ferreira, prefácios de José Miguel Santolaya Silva e Mendo Castro Henriques, Edição da Caja Duero, Salamanca/Lisboa. O livro é uma tentativa de construção de um Cântico dos Cânticos e de uma Arte de Amar em língua portuguesa a partir de fragmentos da lírica, da épica e da dramaturgia camonianas. A sua apresentação realizada na Embaixada de Espanha, em Lisboa, contou com palavras entusiásticas do então Embaixador, D. José Rodríguez-Spiteri Palazuelo.


É co-autor com Maria João Fernandes de Cerejas - Poemas de Amor de Autores Portugueses Contemporâneos, capa de José Guimarães, prefácio de Eduardo Lourenço, posfácio de António Ramos Rosa, Editorial Tágide, Dafundo, 2004. O livro é ilustrado com desenhos inéditos de inúmeros artistas portugueses entre os quais: José Guimarães, Siza Vieira e Julio Pomar. O lançamento, que ocorreu em Lisboa, teve a apresentação de Agustina Bessa-Luís; Tarde Azul – Poemas de Amor de Saúl Dias, Desenhos de Julio, Editora Bonecos Rebeldes, Lisboa, 2008 (A primeira antologia de poesia amorosa de Saúl Dias ilustrada com desenhos de Julio publicada em Portugal); A Chama Eterna O Cântico dos Cânticos na Poesia de Amor e na Cultura de Língua Portuguesa, capa de Julio Resende, abertura de Agustina Bessa-Luís. Ilustrado com pinturas, desenhos e esculturas de inúmeros artistas portugueses (inédito) ; “O Beijo na Poesia de Amor Portuguesa do Período Arte Nova” in: Fernandes, Maria João, Em Busca do Amor Perdido Cartas de Amor de Desconhecidos no Bilhete Postal do Fim do Século XIX aos anos 20 (inédito); Cem Poemas (de Morrer) de Amor e Uma Cantiga Partindo-se – Antologia de Homenagem a João Roiz de Castelo Branco na Poesia de Língua Portuguesa, desenhos de Francisco Simões, prefácio de Guilherme d’Oliveira Martins, design de Inês Ramos (a publicar em 2017) ; O Anjo na Poesia Amorosa de Lingua Portuguesa Homenagem a João da Cruz e a Teresa de Ávila (inédito); Os Amantes de Pompeia na Poesia Amorosa Universal (inédito).

No início da década de 80 (1983) e durante toda a sua adolescência, colaborou no suplemento juvenil do Diário de Notícias “DN Jovem”, assinando poemas e textos com o nome de Gonçalo Maria Forte, sendo muito deles premiados por aquele suplemento que marcou toda uma geração de escritores.

Em 1987, com o incremento das rádios locais, foi autor de um programa de rádio na Antena Júnior FM de Castelo Branco, intitulado “Noites Sensuais”, onde leu e divulgou poesia amorosa e erótica de poetas de todo o mundo.

Em 1988, Cruzeiro Seixas inclui desenhos seus na exposição “A Galeria D’Arte de Vilamoura e a Coleção de Cruzeiro Seixas”.

Em 2004, realizou na Galeria S. Mamede, em Lisboa , a sua primeira exposição de pintura e desenho intitulada “A Invenção do Paraíso” ( integrada no contexto das comemorações do primeiro centenário do nascimento do pintor poeta Julio/Saúl Dias). O catálogo, prefaciado por Maria João Fernandes, inclui pareceres críticos de António Ramos Rosa e Albano Martins. A exposição foi inaugurada pelo Ministro da Cultura de então, Dr. Pedro Roseta.

Em 2004, realizou na Livraria Caixotim, Porto, a sua segunda exposição: “Desenhos do Poeta Gonçalo Salvado”, com organização de Paulo Samuel.

Em 2013, participou na exposição colectiva “Artistes Poètes, Poètes Artistes - Poésie et Arts Visuels au XX e siècle au Portugal”, comissariada por Maria João Fernandes, realizada na Delegação de Paris da Fundação Calouste Gulbenkian. A primeira exposição realizada sobre esta temática que levou a Paris uma vertente ainda desconhecida de um aspecto relevante da cultura portuguesa.

Nesse mesmo ano, a União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro atribui-lhe, pelo conjunto da sua obra poética, o Prémio Sophia de Mello Breyner Andresen.

Em 2017, concebeu a exposição “Beija-me com os beijos da tua boca Cântico dos Cânticos – Exposição Bibliográfica, Colecção Gonçalo Salvado” realizada na Biblioteca Municipal de Castelo Branco (organização da Câmara Municipal de Castelo Branco). Tratou-se da primeira exposição bibliográfica sobre o Cântico dos Cânticos realizada em Portugal e no Brasil, abrangendo não apenas traduções do poema bíblico, como obras nele inspiradas, que se repartiram por áreas temáticas diversificadas (poesia, teatro e ensaio) de autores de língua portuguesa. A exposição contou ainda com algumas peças que materializaram através da pintura, escultura e azulejaria alguns versículos deste poema matricial, principal influência da poesia do autor.

PARECERES CRÍTICOS

Acerca da poesia do autor pronunciaram-se autores e críticos como Eugénio de Andrade: “Sente-se o amor em cada linha tua”; Perfecto E. Quadrado: “Gonçalo Salvado é daqueles poetas a quem foi dado o dom de recriar o mundo e a luz e os nomes e as formas e as cores e os perfis do amor mais transparente e puro.”; Pedro Mexia: "Gonçalo Salvado insere-se na tradição mais rica da poesia portuguesa que é também a mais exigente: a tradição do lirismo amoroso (...) numa fecunda linha de erotismo casto que tem o seu expoente máximo no Cântico dos Cânticos. (...) Este percurso ao mesmo tempo genuinamente vivencial e rigorosamente poético, vive do fulgor que se atinge pela brevidade, pela dispersão e que traduz, sem sentimentalismo meramente retórico, um total empenhamento amoroso.”; Fernando Paulouro: “Um imenso talento e uma sobriedade na arte poética sobre o amor ."; Mário Cláudio: “Será necessário lembrar-lhe que se inserem os seus poemas numa das mais brilhantes tradições líricas, a que regista como antepassados o Cântico dos Cânticos e o Rubáiyát, de Omar Khayyam?”; Matilde Rosa Araújo: “Gonçalo Salvado: poeta autêntico que há-de saber a sua obra reconhecida e amada.”; Jorge Listopad (Jornal de Letras, Artes e Ideias): “ O vinho doce. Amores relâmpagos. Versos ultra breves. Estenografia erótica. Flaches dos encontros. O livro de Gonçalo Salvado Iridescências é um artefacto bonito.”; Maria João Fernandes: “Poesia de um lirismo depurado e luminoso.”; Fernando Guimarães (Jornal de Letras, Artes e Ideias) : “Uma poesia secretamente emocionada, rigorosa na sua expressão verbal e, sobretudo, capaz de nos revelar aquela ´noite que ilumina´de que nos fala.”; Tomás Paredes Romero (Jornal El Punto de Las Artes, Madrid): "Gonçalo Salvado que perfuma de fuego sus resplandores iluminando las noches y las sombras, en las que se agazapan los misterios del hombre, la luz que no vemos hasta que el poeta la enciende.” Alfredo Pérez Alencart ( Jornal ABC Castilla y León, Salamanca): “ Aproximarnos ante la obra de Gonçalo Salvado es hacerlo ante la ternura fundamental, genésica, compensatoria de tantas negaciones de la maldad humana. El amor como referente imprescindible para la vida del ombre (...) Lo suyo es uma dulce marea de poder fecundante, una energía para encender los besos e quedar abrazado a la cintura de Erotia.”; Alexandre Bonafim: “O poeta português Gonçalo Salvado, em seu livro “Iridescências”, transfude em sua palavra um sopro erótico de subtilezas e de delicadezas raras. Seus poemas expressam o corpo, a paixão, a veemência dos desejos, em imagens poéticas de beleza ímpar e de grande inventividade. (…) Essa poesia concisa, de uma leveza impressionante, em que cada palavra parece flutuar na página, possui uma cintilação pictórica próxima da suavidade das aguarelas. Nada soa com impacto, com intensidade, mas com a pureza de um murmúrio, de um sopro.” Alexandre Franco de Sá: “ Ao invés de expressar o encontro amoroso na abstracção sublimada da sua vivência, ao invés de introduzir uma distância entre o amor e a palavra que o celebra, o livro de Gonçalo Salvado Corpo Todo oferece-se antes como o próprio arrebatamento do amor tornado palavra.” Albano Martins: “ Gonçalo Salvado entronca neste filão dourado da poesia portuguesa que vem dos primitivos cancioneiros aos nossos dias e tem como modelos paradigmáticos nacionais, entre outros, nos tempos modernos, os nomes de Herberto Helder e David Mourão-Ferreira.”; Maria Augusta Silva: “Um poeta fascinante no cântico do amor e do corpo da mulher amada.” ; Victor Oliveira Mateus: “…alguns dos grandes nomes da lírica amorosa contemporânea como Maria Teresa Horta, Casimiro de Brito e Gonçalo Salvado.”; Manuel Silva Ramos: “único na poesia portuguesa actual, o percurso de Gonçalo Salvado merece ser amado e admirado por todos nós.”; Maria do Sameiro Barroso: “Em tessituras breves ou longas, mas sempre de grande intensidade, a poesia de Gonçalo Salvado transporta-nos para o arrebatamento intemporal da volúpia mais doce do amor sem medida”; Sousa Dias: "Uma voz lírica genuína e por vezes extremamente inspirada."; Adalberto Alves: “... Gonçalo Salvado, um resiliente poeta do Amor, vai percorrendo, com segurança, a sua senda poética (...)” Carlos Nejar: “Extraordinário poeta do amor, onde a música se alia ao fascínio das imagens, com a capacidade de sugerir, mais do que dizer, tocar a carnação do verso sem ferir a árvore”e António Ramos Rosa: “Poeta lírico e erótico de um lirismo muito claro e muito perfeito, de uma claridade e unidade estilística extraordinárias.”

BIBLIOGRAFIA COMPLETA

Poesia:

1982 – O Esvoaçar de Sonhos Perdidos, ilustrado com desenhos do autor, Edição de autor, Gráfica de S. José, Castelo Branco. Primeiro livro publicado aos catorze anos com poemas influenciados por L’amour Fou e Nadja de André Breton e pela escrita onírica e automática dos surrealistas. O livro foi renegado anos depois e a edição praticamente destruída pelo autor.

1982 – Onírica (desdobrável), colagem de Rui Tomás Monteiro, Edição de Autor, Gráfica de S. José, Castelo Branco.

1996 – Quando, desenhos de Ribeiro Farinha, Prefácio de Peter Stilwell, A Mar Arte, Coimbra.

2001 – Embriaguez, Sirgo, Castelo Branco. A capa reproduz uma litografia de Marc Chagall: “La Leçon de Philétas” de Daphnis et Chloé, 1961

2002 – Iridescências, desenhos de Ambrósio Ferreira, Sirgo, Castelo Branco.

2003 – Encontro ao Luar : Serigrafias Xavier Poemas de Gonçalo Salvado, prefácio de Maria João Fernandes, Centro Português de Serigrafia, Lisboa. Álbum de serigrafias do gravador e pintor francês Xavier que integra poemas de Iridescências.

2007 – Cântico dos Cânticos – Poema, escultura de Paul Landowski, Folhas de Poesia, Publicação não periódica, 2ª Série, nº2, Organização Gonçalo Salvado/ Maria João Fernandes, Gráfica Multitipo, Lisboa.

2008 – Duplo Esplendor, desenhos de Manuel Cargaleiro, prefácio de Maria João Fernandes, Afrontamento, Porto. Este livro foi destacado pelo jornal Diário de Notícias como um dos quatro melhores livros de poesia de 2008. Livro patrocinado pela Câmara Municipal de Castelo Branco.

2010 – Entre a Vinha, desenhos de Rico Sequeira, prefácio de Fernando Paulouro, Portugália Editora, Lisboa. Este livro foi o última obra de poesia editada pela histórica Portugália Editora antes da sua extinção. Livro patrocinado pelo Museu do Vinho da Bairrada.

2010 – Corpo Todo, fotografias de José Miguel Jacinto, prefácio de Alexandre Franco de Sá, Labirinto, Fafe.

2011 – Ardentia, desenhos de Ambrósio Ferreira, prefácios de Fernando Paulouro e de Maria João Fernandes, Editorial Tágide, Dafundo. Livro patrocinado pela Câmara Municipal de Castelo Branco.

2012 – Seminal, desenhos de Ambrósio Ferreira, prefácio de Albano Martins, Lua de Marfim, Póvoa de Santa Iria.

2014 – Outra Nudez, desenhos de João Cutileiro, prefácio de Maria João Fernandes, design gráfico de Henrique Lagarto, Edições CRL/Escultores de Livros, Évora.

2015 - Voluptuário, desenhos de João Cutileiro, prefácios de Sousa Dias e de Maria João Fernandes, design gráfico de Henrique Lagarto, Edições CRL/Escultores de Livros, Évora.

2016 – Cântico dos Cânticos, desenhos de João Cutileiro, prefácio de Maria João Fernandes, Grafismos de Ambrósio Ferreira, RVJ Editores, Castelo Branco. Edição Bilingue Português/Hebraico. Tradução para o hebraico de Francisco A. B. Costa Reis com revisão do texto por Yotvat Gluk. Livro patrocinado pela Câmara Municipal de Castelo Branco.

Uma exposição bibliográfica sobre o Cântico Cânticos, a primeira realizada em Portugal e no Brasil, realizada na Biblioteca Municipal de Castelo Branco (organização da Câmara Municipal de Castelo Branco), acompanhou o lançamento desta obra, constituída por obras pertencentes à vasta colecção de Gonçalo Salvado sobre esta temática, na qual se privilegiaram as obras em língua portuguesa editadas em Portugal e no Brasil. A exposição teve como título “Beija-me com os beijos da tua boca Cântico dos Cânticos – Exposição Bibliográfica, Colecção Gonçalo Salvado”

2017 – Rubá’iyat Poemas do Amor e do Vinho 77 poemas para ler e degustar, Desenhos de José Rodrigues, Prefácio de Maria João Fernandes, Quinta dos Termos/ A 23 Edições/ Fundação José Rodrigues, Lisboa. Trata-se do primeiro livro/garrafa editado em Portugal.


Antologia/transcriação:

1999 – Camões Amor Somente, desenhos de Ambrósio Ferreira, prefácios de José Miguel Santolaya Silva e de Mendo Castro Henriques, Edição da Caja Duero, Salamanca/Lisboa. O livro é uma tentativa de construção de um Cântico dos Cânticos e de uma Arte de Amar em língua portuguesa a partir de fragmentos da lírica, da épica e da dramaturgia camonianas. A sua apresentação realizada na Embaixada de Espanha, em Lisboa, contou com palavras entusiásticas do então Embaixador, D. José Rodríguez-Spiteri Palazuelo.

Antologia em coautoria (com Maria João Fernandes)

2004 – Cerejas - Poemas de Amor de Autores Portugueses Contemporâneos, capa de José Guimarães, prefácio de Eduardo Lourenço, posfácio de António Ramos Rosa, Editorial Tágide, Dafundo. O livro é ilustrado com desenhos inéditos de inúmeros artistas portugueses entre os quais: José Guimarães, Siza Vieira e Julio Pomar. O lançamento teve a apresentação de Agustina Bessa-Luís. Livro patrocionado pela Câmara Municipal do Fundão.

2008 – Tarde Azul - Poemas de Amor de Saúl Dias, Desenhos de Julio, Editora Bonecos Rebeldes, Lisboa. (A primeira antologia de poesia amorosa de Saúl Dias ilustrada com desenhos de Julio publicada em Portugal).

2017 – Cem Poemas (de Morrer) de Amor e Uma Cantiga Partindo-se, Antologia de Homenagem a João Roiz de Castelo Branco na Poesia de Língua Portuguesa, desenhos de Francisco Simões, prefácio de Guilherme d’Oliveira Martins, design gráfico de Inês Ramos, RVJ Editores, Castelo Branco.

Antologias em coautoria ainda inéditas (com Maria João Fernandes)


A Chama Eterna O Cântico dos Cânticos na Poesia de Amor e na Cultura de Língua Portuguesa, capa de Julio Resende, abertura de Agustina Bessa-Luís. Ilustrado com pinturas, desenhos e esculturas de inúmeros artistas portugueses.

“O Beijo na Poesia de Amor Portuguesa do Período Arte Nova” in: Fernandes, Maria João, Em Busca do Amor Perdido Cartas de Amor de Desconhecidos no Bilhete Postal do Fim do Século XIX aos anos 20.

O Anjo na Poesia Amorosa de Lingua Portuguesa Homenagem a João da Cruz e a Teresa de Ávila.

Os Amantes de Pompeia na Poesia Amorosa Universal .

EXPOSIÇÕES DE PINTURA/DESENHO

2004 – “A Invenção do Paraíso” Exposição de Homenagem a Julio/ Saúl Dias, Galeria S. Mamede, Lisboa. O catálogo, prefaciado por Maria João Fernandes, inclui pareceres críticos de António Ramos Rosa e Albano Martins. A exposição foi inaugurada pelo Ministro da Cultura de então, Dr. Pedro Roseta.

2005 – “Desenhos do Poeta Gonçalo Salvado” , organização Paulo Samuel, Livraria Caixotim, Porto.


PARTICIPAÇÃO EM EXPOSIÇÕES COLECTIVAS

2013 – “Artistes Poètes, Poètes Artistes - Poésie et Arts Visuels au XX e siècle au Portugal”, exposição comissariada por Maria João Fernandes e realizada na Delegação da Fundação Calouste Gulbenkian em Paris. A primeira exposição realizada sobre esta temática que levou a Paris uma vertente ainda desconhecida de um aspecto relevante da cultura portuguesa.

ORGANIZAÇÃO DE EXPOSIÇÕES
(em colaboração com a Câmara Municipal de Castelo Branco)

2017 – “Beija-me com os beijos da tua boca Cântico dos Cânticos – Exposição Bibliográfica, Colecção Gonçalo Salvado”, Castelo Branco, Biblioteca Municipal de Castelo Branco (organização da Câmara Municipal de Castelo Branco). Tratou-se da primeira exposição bibliográfica sobre o Cântico dos Cânticos realizada em Portugal e no Brasil, abrangendo não apenas traduções do poema bíblico, como obras nele inspiradas, que se repartiram por áreas temáticas diversificadas (poesia, teatro e ensaio) de autores de língua portuguesa. A exposição contou ainda com algumas peças que materializaram através da pintura, escultura e azulejaria alguns versículos deste poema matricial, principal influência da poesia do autor.

PRÉMIOS

2013 – Prémio Sophia de Mello Breyner Andresen atribuído pela União Brasileira de Escritores do Rio de Janeiro pelo conjunto da sua obra poética.

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